domingo, 24 de dezembro de 2017

Incrédulo afirma que Jesus é Deus


Às vésperas do Natal, reflexões sobre a pessoa de Jesus sempre surgem. Daí surgiu uma conversa sobre trindade e de Jesus ser chamado de Deus.
Jesus era um Rabi bem respeitado na época por conhecer e obedecer as leis judaicas. E até por todo histórico do povo e seu  diferencial com os povos vizinhos, era inadmissível conceber um outro Deus. E nisso, se subentende que ninguém poderia tomar para  si o título de deus. No entanto, foi por essa questão que os mestres da Lei chamaram Jesus de herege e o condenaram a morte. Ou seja, se Jesus não dissesse que era Deus, não teria ido para a cruz. Aí cai na questão que uns apologetas levantam: "Ou Jesus era quem ele disse ser, ou foi o maior charlatão da história nos levando a desconsiderar todas as suas benfeitorias, ou era um loco tornando-nos mais loucos ainda ao demonstrar-lhe certa admiração". Mas algumas pessoas podem dizer que Jesus nunca afirmou abertamente ser Deus, mas essas pessoas não tem um conhecimento aprofundado do Antigo Testamento. Ele não disse apenas ser deus, mas disse ser aquele Deus do Antigo Testamento que abriu o mar vermelho e o fechou.
Mas a história de Tomé, que tinha certa dificuldade para crer, é o primeiro no Novo Testamento que deixa essa questão bem transparente. Algumas pessoas falam de um jeito ruim sobre Tomé, por ele ter duvidado da ressurreição de Cristo (Algo que talvez eu também duvidaria), mas é uma história linda sobre como Deus lida com a nossa falta de fé. Algumas pessoas fazem uma imagem caricata de Deus ser uma pessoa toda doída que talvez dissesse "Não quer acreditar? Pois bem. Também não falo mais com você" um pouco antes de colocá-lo no inferno. Mas olha como a Bíblia descreve a reação de Deus diante do incrédulo:
Tomé não acreditou. Achou estranho demais conceber que uma pessoa que ele viu morta estivesse viva (uma visão bastante lógica). Por isso ele disse que precisava ver, mas para não ter dúvida de que  havia algum delírio, também achou prudente poder tocar. Eu vejo Tomé como uma pessoa que precisa de provas, experiências e não apenas uma forte emoção para acreditar em Deus. Arrisco até a dizer (por pura especulação, esperando não estar sendo preconceituoso) que Tomé era das ciências exatas. Enfim. E diante de uma necessidade de uma comprovação da ressurreição de Cristo, para nosso espanto: Qual é a reação de Deus?
Jesus aparece na frente de Tomé e mostra para ele ver. Ainda estica os braços para que ele pudesse tocar. Numa atitude de amor, respeitando a limitação da fé de Tomé como se dissesse "Se é isso que você precisa, toma". Lembrando que não foi Tomé que buscou e começou a confabular especulações, mas foi Jesus que foi ao seu encontro.
Em contrapartida, teve a reação de Tomé, um judeu que buscava seguir a risca o Antigo Testamento. Tomé se ajoelhou (Algo inadmissível para um judeu quando o faz sem ser diante do próprio Deus) e diz claramente "Senhor meu e Deus meu!" (João 20:28). Jesus, preocupado com o desenvolvimento espiritual de Tomé, deveria levantá-lo e esclarecer  a confusão para que ele não desobedecesse o primeiro mandamento (Não terás outros deuses além de mim. - Êxodo 20:3), mas para o espanto de alguns (que afirmam que Jesus não é Deus), Jesus confirma a afirmação de Tomé.
Acho que uma confusão que leva pessoas a não compreenderem que Jesus é Deus é porque Jesus também é Filho de Deus (Que é ele mesmo) e nós cristãos também somos filhos de Deus. Aí semanticamente parece que Jesus é um cara como nós. Mas a Bíblia  diz que Jesus é o unigênito e só depois de sua ressurreição que ele passa a ser primogênito. Ou seja, nós  não somos naturalmente filhos de  Deus, mas Jesus viveu a vida que nós deveríamos ter vivido sem pecado e morreu a morte que nós deveríamos ter morrido pelo nosso pecado. Ou seja: Jesus se colocou em nosso lugar, vivendo a nossa vida e morrendo em nosso lugar para que nós, por meio de Jesus, o Filho, também recebêssemos o direito de ser chamados de filho de Deus. Mas no nosso caso, por adoção. Paulo fala disso quando explica quando recebemos a terceira pessoa da Trindade:
"Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: 'Aba, Pai'". (Romanos 8:15)

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