sábado, 15 de março de 2014

Dia do consumidor

Todos nós somos consumidores. A gente come algo, veste uma roupa, mora em algum lugar e usa alguma coisa para se cobrir durante a noite. Em momentos relaxantes, ouvimos uma música, assistimos a um filme ou lemos um livro. Assim, em outras palavras, somos consumidores, pois o consumidor é simplesmente aquele que usa algum produto ou serviço para uso próprio. No entanto, quando olhamos para o verbo consumir, no dicionário, seu significado não será diferente a destruir, gastar, abater, enfraquecer, mortificar, entre outras palavras não menos pejorativas. O que é um fato, pois todos se utilizam de algo, que se desfaz ao ser consumido, para benefício próprio.
Seria então o consumo algo ruim? Obviamente que não. É por conta do consumidor que a economia gira, gera emprego, sustenta família, acelera o progresso, cria vários relacionamentos, e assim por diante. Onde devemos nos atentar é na identificação de quem é quem na relação consumidor e consumido.
A grosso modo, imaginamos que o consumidor é o cliente. E quando falamos em relação com o cliente, não consigo deixar de me lembrar da hierarquia empresarial para o atendimento ao cliente apresentado no livro de James C. Hunter, O Monge e o Executivo. Nesta história, mostra claramente a falha de várias empresas em seu funcionamento de liderança que convence os colaboradores de que os clientes são inimigos de guerra. E na vida real vejo que infelizmente não é diferente quando ouço pessoas das mais diversas áreas da economia, em conversas informais, reclamando de clientes.
Da mesma forma, clientes andam insatisfeitos com atendimento, serviços e produtos de várias empresas. Tanto que hoje existem ouvidorias, Procon, código de defesa do consumidor e até o Dia do Consumidor. Que por sinal, é comemorado hoje, devido famoso discurso de John Kennedy, em 1962, em que dizia que todo consumidor teria direito à segurança, à informação, à escolha e de ser ouvido.
Mas é muito estranho aceitar que alguém foi obrigado a dizer isso. É muito estranho aceitar que para muitos é comum a falha no relacionamento entre clientes e empresas. Mas para esses, trata-se de uma relação de amor e ódio ou um mal necessário. Mas, afinal de contas, um precisa do outro, e não se trata de uma questão quem consome e quem é consumido.
Pois a verdade é que ninguém quer ser consumido, abatido, mortificado, mas todos querem se desenvolver mais e mais a cada negócio realizado. Então, para começar, precisamos entender que não dá mais para consumir pessoas. Vamos aproveitar o dia do consumidor para nos lembrarmos que queremos consumir apenas produtos e serviços. Aliás, as empresas adoram oferecer produtos e serviços para o cliente consumir de forma satisfatória e, quando pessoas da empresa não são consumidas, a empresa consegue oferecer o que tem de melhor e cada vez com mais excelência. Por outro lado, empresas devem se atentar com seus clientes, também não os consumindo para que eles tenham cada vez mais satisfação e prosperidade, que, por sinal, é de onde vem o progresso.
Assim, desejo que a relação interpessoal entre consumidores e consumidos transforme-se em um relacionamento de amizade, confiança e respeito, entre clientes e empresas, abrindo oportunidade para que todos cresçam juntos e consumam cada vez mais.

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