sábado, 1 de fevereiro de 2014

Feliz dia do publicitário

A criatividade

Antoine-Laurent de Lavoisier (1743-1794), fundador da química moderna, certa vez concluiu que “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” e desde então, adolescentes vêm decorando essa afirmação para começarem a aprender sobre composição das substâncias e seus componentes. No entanto, o princípio de Lavoisier foi tão bem empregado em tantas outras ciências que sua frase já está se tornando um ditado popular nos ambientes criativos para se acusar que nada mais se cria. Um exemplo disso surge na própria química, quando Dalton, em 1881, foi mais a fundo no princípio de Lavoisier, defendendo que a matéria era constituída por partículas denominada átomos, o problema é que isso já havia sido descrito pelo filósofo Demócrito em 400 a.C. Será que então é verdade que nada mais se cria? No livro poético Eclesiastes, o autor se queixava já naquela época dizendo “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol”. O homem é um ser que difere muito dos outros seres vivos, não somente pelo raciocínio, mas, por tantas outras coisas como, por exemplo, a sua capacidade de criar. Ou seria a capacidade de transformar? Eu sei que a natureza é um exemplo de algo que o homem certamente não criou, mas somente desfruta, contempla e se aproveita. E sua capacidade de analisá-la e transformar, tanto a natureza, como algo inspirado nela, já é de grande esmero. E quando essa transformação é feita para solucionar questões, então, nem se fala. Não vejo como vergonhoso se inspirar consciente ou inconscientemente para criar ou transformar. A gente estuda, se aprimora, avalia, pega referências. E todas essas coisas são virtudes. O que importa mesmo não é criar algo do nada, mas, sim, criar algo para alguma coisa. E é assim que se analisa se alguém tem de fato criatividade.