sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Viva o Brasil


2014 será marcado pela copa no Brasil. E como primeira postagem do ano, achei ideal publicar um texto que escrevi para o site da EE2 no dia que perdemos a Copa:

Imagine se hoje à noite um homem de verde e amarelo fosse às ruas e começasse a gritar com extrema e sincera alegria Brasil, Brasil, Brasil. Muitos o achariam louco, provocador ou mal informado. Mas provavelmente se esse mesmo homem fosse à mesma rua, mas durante a manhã de hoje, muitos o abraçariam e formariam um coro com ele gritando juntos Brasil, Brasil, Brasil. Pois é, depois de vários jogos bonitos na Copa da África do Sul, hoje é o dia em que a nossa seleção volta para casa. É inevitável o sentimento de decepção e frustração. Muitos esperavam pelo hexa, eu, porém, ainda estou esperando. O ano de Copa começa sempre diferente. Nós brasileiros passamos o semestre inteiro com uma grande expectativa. É o nosso país fazendo bonito para o mundo inteiro. Então a gente vai se preparando. Começa querer pintar tudo de verde. A gente pega um objeto qualquer, olha pra ele e se pergunta. Posso pintar de verde? Se pode, pinta. Se não pode, pinta de amarelo. E assim, decoramos o carro, a casa e o escritório com a bandeira brasileira. Nosso guarda roupa é inteiramente de verde e amarelo e estamos orgulhosos por sermos brasileiros. Gritamos Brasil, Brasil, Brasil. E quando ficamos roucos, compramos vuvuzelas, matracas, cornetas, buzinas e até harpas se precisar. O único problema é que em um mundial ou outro, a seleção brasileira acaba não ganhando. Quando isso acontece, a gente percebe que o barulho das vuvuzelas e afim vão diminuindo o volume e quando está bem baixinho, ainda assim não dá mais para ouvir os gritos Brasil, Brasil, Brasil. As cores verdes e amarelas vão sendo substituídas por outras cores até percebermos que a nossa bandeira já foi arriada, dobrada e guardada bem no fundo da gaveta para ser usada só daqui 4 anos. E nesse período, imagens de pessoas gritando com extrema e sincera alegria Brasil, Brasil, Brasil, serão tidas como absurdas. Eu me lembro de uma menina, que hoje já é uma adolescente, chamada Ana Carolina, que na Copa de 2006, depois do jogo contra a França, que aconteceu num sábado, 1º de julho, em que o Brasil perdeu de 1 a 0, ela foi à escola na segunda-feira com a camisa da seleção com muito orgulho. Seus amigos e colegas de escola tiraram sarro e ficaram inconformados por ela ainda carregar o Brasil no peito mesmo depois da derrota. Eu me lembro de sua resposta até hoje “Eu sei que o Brasil perdeu, mas isso não importa. Eu ainda continuo torcendo para o Brasil”. Todo dia a gente aprende alguma coisa, mas normalmente as lições mais preciosas vêm das crianças. Eu sinto muito pela derrota da nossa seleção, mas não importa. Eu continuo torcendo pelo Brasil. Ah, o vídeo de cima é do Huaska, banda do Rafael Moromizato, o nosso editor de vídeos. A música foi uma regravação da música “Doutor em Futebol” (Moreira da Silva/Waldemar Pujol) e participou da promoção da Oi Novo Som – Versão Futebol.

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