sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Não vamos nos alienar

Esse ano é o ano mais arriscado para uma super alienação dos brasileiros. Abaixo está um texto que publiquei às vésperas da eleição de 2010:

No próximo domingo à noite, provavelmente vamos nos deparar com a cena de pessoas de verde e amarelo nas ruas gritando com extrema e sincera alegria Brasil, Brasil, Brasil. Esse será mais um reflexo do amor e da esperança que o nosso povo tem pela nação. Com proporções obviamente bem menores, afirmo isso com base em que o post mais lido do nosso blog foi tranquilamente o do dia 2 de julho, intitulado “Viva o Brasil”, quando falávamos para continuarmos torcendo pelo país, mesmo com a derrota na Copa do Mundo. O que acontecerá agora neste domingo é mais uma clássica oportunidade para mostrarmos o quanto torcemos pelo nosso país, mas, diferente da simples posição da arquibancada, de onde frequentemente ouvimos pessoas criticando a escalação feita por determinado técnico, desta vez nós assumimos também o papel de técnico tendo a oportunidade de fazer uma opção séria para as vitórias de nosso país. O que eu gostaria que acontecesse neste final de semana é que esse mesmo senso crítico que existe em nós para criticarmos as escalações dos técnicos prevalecesse também diante das urnas, para que todos possam gritar com extrema e sincera alegria Brasil, Brasil, Brasil.
Mas para essa alegria ser realmente extrema, o senso crítico não pode ser norteado pelo o quão próximo o candidato é de você, sendo um conhecido da família, um vizinho, um amigo de infância, nem por pequenas trocas de favores, ou promessas de ajudar uma pequena fração da sociedade da qual você faz parte, mas pelo comprometimento de um Brasil por inteiro e por ações que resolvem consequências dos problemas e não meramente as causas.
Infelizmente, muitas pessoas que querem gritar Brasil, Brasil, Brasil não pensam nesse bem comum. Mas, mesmo sendo duro afirmar, convenhamos que rico (incluindo classe média) não precisa de estado. Eles pagam pela saúde, pela educação, pela segurança e, assim, o bom governo só precisa mesmo ser aquele que não atrapalha. Então, surge um outro grupo das mais diversas classes sociais pelos mais variados motivos, totalmente alienados à política. Surgem também os grupos céticos à estrutura. E enfim, muitos brasileiros acabam fazendo um péssimo proveito dos seus votos.
Porém eu acredito que todos devem fazer a sua parte com excelência. Como podemos exigir que os outros façam corretamente a sua parte, ou como podemos esperar ações só dos outros, enquanto não fazemos nem a nossa parte que, muitas vezes, é bem mais simples que a dos outros? Todos os candidatos têm passado e proposta de futuro. Busque conhecê-la, veja se essas propostas condizem com um bem geral da nação. Se o passado revela uma integridade com o que ele se propõe no presente. E não vamos mais tolerar preconceitos ou meras simpatias por uma pessoa ou outra, ou um partido ou outro. Então, no dia 3 de outubro, você realmente estará exercendo uma atitude de cidadania.
Veja algumas dicas de sites que te ajudarão a fazer um voto mais consciente. Procure o seu candidato e reflita se essa é a melhor atitude:
http://eptv.globo.com/campinas/especiais/eleicoes/dept-federal.aspx
http://eptv.globo.com/campinas/especiais/eleicoes/dept-estadual.aspx
http://www.transparencia.org.br/
http://www.fichalimpa.org.br/
E depois, entrando no governo quem você pretendia ou não, continue torcendo pelo país. Uma boa forma para isso é exercendo cidadania durante os 4 anos. Cobre, indiferente do partido que for, uma reforma tributária para acabar com os impostos abusivos que impedem o progresso; uma reforma eleitoral que não admita mais que tantas pessoas visivelmente sem propósito ou mal intencionadas ocupem cargos públicos; uma reforma pública para diminuir tanta corrupção do governo; e um sério comprometimento para diminuir a violência, a desigualdade social e aumentar o investimento na saúde e na educação. Então assim gritaremos com extrema e sincera alegria Brasil, Brasil, Brasil.

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