sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Começamos o ano falando sobre o fim

Quando falamos em começar alguma coisa nova, geralmente, nos traz a bons pensamentos. Algo novo nos remete a renovar a esperança e a transformar para melhor. No entanto, para isso acontecer, é preciso começar direito. Começar sem destruir nada é um bom caminho. Ainda mais quando lembramos que tudo pode ter um fim se não cuidarmos direito.
2010 foi um ano de muita esperança com eleições para presidente e Copa, mas  um assunto muito falado em seu início foi o fim, por conta da estreia do filme 2012, exibido em broadcast recentemente. Creio no entanto que o assunto sobre o fim é mais fruto do mau uso dos recursos naturais. Junto com o filme 2012, o ano começou também com tristes notícias de enchentes, como a de Angra dos Reis, e terremotos, como a do Haiti.
Essas fatalidades pareciam estar muito mais ligadas a um descaso com o meio ambiente do que com uma profecia Maia. Tanto que 2012 passou e a nossa preocupação com o planeta continua.
Existem mais de 40 profecias de final do mundo com datas e horários e todas elas simplesmente não deram certo. Profecias essas feitas por líderes das mais diversas religiões, místicos, ufologistas, cientistas como astrônomos, geólogos e climatologistas, e, não podendo faltar, produtores de Hollywood. Temos hoje uma enorme variedade de títulos de filmes que mostram diversas formas de final do mundo. O último que tivemos conhecimento é o 2012, que recebeu esse título inspirado na crença desenvolvida por alguns místicos de que o mundo iria terminar no dia 21 de dezembro de 2012. Essa data surgiu de um antigo calendário utilizado pelo antigo povo Maia e por outros povos da região. Esse calendário marca um longo período que para o nosso calendário seria do dia 11 de agosto de 3011 a.C. ao dia 21 de dezembro de 2012 d.C.. Algumas pessoas interpretam que essa data representa um ciclo e após o final do calendário se iniciaria outro ciclo, no entanto, os mais sensacionalistas preferem acreditar que essa seja a data do final do mundo. O pior dessas profecias é que elas mostravam um fim premeditado por conta de uma força superior, algumas vezes até sobrenatural, que colocam o ser humano numa situação inocente diante de tudo isso e, assim, acabam por acreditar que não é preciso e nem adianta cuidar do planeta, que por sinal, pelo que eles acreditam, o mundo teria seu fim unicamente por causa de uma profecia e não porque o homem o maltrata.
A profecia se foi, mas o problema continua. Além das profecias, diversas vezes vejo pessoas encontrando outros culpados como China, EUA, as indústrias em geral, a ração do cachorro, o governo e até mesmo Deus. Acho que uma coisa que precisa acabar de vez, para o bem do nosso planeta, é essa mania de procurar um culpado e, ao invés disso, assumir cada um a sua parte. Exatamente, pois o planeta é perfeito e foi nos dado como um grande presente de onde todos tiram as suas riquezas. Por tanto, cuidar é responsabilidade de todos.

E que o estímulo não seja o fim, mas o recomeço com mais qualidade de vida. Já no primeiro século, por exemplo, Paulo de Tarso, o apóstolo, escreve uma carta para a cidade de Roma falando para cuidarmos da natureza. Creio que naquela época ele não estava pensando no fim do mundo, mas pensava numa atitude responsável para todos que demonstrava zelo para o meio ambiente, para consigo mesmo e para com os outros. Com essa qualidade de vida, o crescimento é certamente mais farto.

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