segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Poema cinematográfico




Semana passada eu escrevi um poema e meu colega, Igor Martins, já fez, para exportação, uma versão cinematográfica do meu texto, com a divina dança de sua namorada, Thais Goes. Só no primeiro dia mais de 500 pessoas já assistiram.
O poema Viagem no Tudo e no Nada foi baseado no livro de Eclesiastes em que provavelmente Salomão, tendo mil mulheres, muitas riquezas e sendo um rei que era constantemente consultado por outros reis devido a sua grande sabedoria, diz que tudo o que fez debaixo do Sol foi correr atrás do vento. Em outras palavras, o autor desse livro possuiu as três divindades mais cobiçadas no nosso tempo: Sexo, Dinheiro e Poder; e mesmo assim sentia que nada lhe trazia algo que o realizasse. Já se sentiu assim?


Viagem no tudo e no nada

Tudo o que foi desejo, eu tive
Tudo o que foi sonho, eu vivi
Tudo o que foi ideal, eu fui
O sentimento ainda era falta
O necessário, eu não sabia

O que foi conquista
Agora era perdido
A dor era insuportável
E os suportes sem força

A vida dava voltas

Nada do que foi desejo, eu tinha
Nada do que foi sonho, eu vivia
Nada do que foi ideal, eu era
O sentimento era busca
O necessário, eu ainda não sabia

Viajei no tudo e no nada
E vi apenas uma grande vaidade
A dor já era fruto de meus atos
Quando queria experimentar felicidade

A volta me dá vida

É necessário Luz para saber
Tudo o que foi feito
foi correr atrás do vento
É necessário Cruz para se render
Nada mais precisa ser feito
Tudo já foi pago

sábado, 3 de setembro de 2011

Uma existência com vida



Semana passada eu participei da criação do vídeo Ossos Secos, dirigido por Igor Martins, e já no primeiro dia de veiculação na internet, esse trabalho foi visualizado em aproximadamente 30 países. O desafio era se basear em um texto das Escrituras, em que um homem era levado a um lugar cheio de ossada que, mesmo sendo um cenário que é facilmente visto como fúnebre, se tornou em um campo cheio de vida.
Foi bem curioso assimilar osso com vida, pois por mais que eles sustentam o nosso corpo, imagens como do inimigo do He-Man, da bandeira do pirata, do símbolo de perigo fatal (em potes de veneno e fios de alta tensão) e até de ossadas no chão sempre nos remetem a algo bem diferente de vida. Realmente, o osso isoladamente não tem vida em si. Então o que teria vida em si? Osso coberto de pele? Coração? Cérebro, fazendo uma releitura de Descartes em seu famoso "Penso, logo existo"? Existir é viver? O cérebro em funcionamento junto com toda equipe do sistema nervoso coordenando o trabalho de todos os órgãos faria um ser ter vida. Mas a vida é mais do que isso.
Gostei do resultado do vídeo, pois ele nos lembra que a vida pode ser vivida em sua plenitude, em abundância, com qualidade e fala de forma simples, pois é uma coisa de fácil acesso. É um presente de Alguém que sempre dá com alegria.