terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ouça

Foi em 1999 que eu me apresentei pela primeira vez com voz e violão, sem ser em festival. Era um evento de inauguração de um espaço cultural. Ainda no mesmo ano, fui convidado a tocar em um espetáculo de teatro da cia. Abapuru. Posteriormente comecei a tocar também nos bares de Campinas e região tanto com voz e violão como também com a Banda Maria Bonita. Além da interpretação, fiz diversos trabalhos como compositor, criando para eventos, peças de teatro, espetáculos de dança, entre outros.
O estilo que eu assumo é a MPB, transitando entre clássicos e pops, lentos e animados. Tudo conforme o ambiente.
A conversa está muito boa, mas acho que o melhor mesmo é tocar, não?
A Banda Maria Bonita dando palhinha em festival.

E a gente tocando uma de minhas composições. Essa música nos levou à premiação.

E para terminar, o clip da música acima feito pela minha esposa.

Em breve eu coloco mais vídeos.
Aguardo comentários.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cantando na chuva


Depois de um gostoso período de férias, volto ao blog ciente de que "navegar é preciso". Confesso que depois de ter ficado dias sem TV, sem internet e sem telefone comecei a suspeitar de que talvez haja a possibilidade de ter existido vida antes dessas invenções todas e de que ainda há o risco dessa vida até ter sido boa para se viver. Não vou curtir o saudosismo de algo não vivido. As férias acabou há mais de um mês e já está mais do que na hora de eu voltar.
Eu sempre defendo a ideia de que não podemos engolir qualquer coisa que surgi por aí, mas isso não quer dizer que temos que criar resistência a tudo, afinal de contas, não é de hoje que o mundo sofre mudanças, enquanto nós nos viramos nos trinta para acompanhar. Estive me lembrando, por exemplo, do clássico Cantando na Chuva. Para quem não conhece, esse filme está na 5ª colocação da lista da American Film Institute dos 100 melhores filmes de todos os tempos e ficou famoso por ser uma comédia em formato de musical, com belíssimos shows de sapateado, para ilustrar o final do cinema mudo. Com a estreia do filme O Cantor de Jazz, no final de 1927, pela Warner Bros, em que havia falas e cantos sincronizados, praticamente ninguém mais queria assistir a cinema mudo, todos só pensavam na grande novidade. Assim, por outro lado, Cantando na Chuva mostra a dificuldade da suposta Monumental Picture para se adaptar a nova realidade e as brilhantes soluções que encontraram quando assumiram o desafio. Ao mesmo tempo, a narrativa também apresenta as dificuldades que as pessoas enfrentaram ao resistir à novidade. Mesmo sendo um filme produzido em 1952, achei o tema muito atual. Pessoas resistentes a mudanças e que, ao invés de dançarem, estão apenas patinando na chuva.
Se estamos na chuva, vamos nos molhar. Enquanto se prendiam ao cinema mudo, hoje, só na TV, a Globo já assumiu o XDCAM como formato oficial e não vai demorar muito para popularizar o 3D.
Mas agora não dá para falar em novidade e não mencionar a Internet e suas constantes novidades. A diferença da Internet e da transição do cinema mudo para o falado é que na época dessa transição havia poucas referências, estava todo mundo aprendendo no meio de seus erros e acertos. Pensando bem, não mudou muita coisa não. Apesar das referências e dicas nos livros e em sites competentes, ainda somos pressionados a nos arriscar baseados em nossas próprias experiências. Pois tudo muda muito rápido. Enquanto algumas pessoas fazem um site só por fazer, outras estão criando comunidades no orkut com a maior das boas intenções e ainda outras já estão descobrindo formas mais inteligentes para usar o twitter que, por sua vez, já é acessado pelo facebook.
Pois é. Eu realmente precisava voltar ao meu blog. Depois de um gostoso período de férias, volto ao blog ciente de que "navegar é preciso". A Internet parece aquele dia cujo clima está sempre mudando. Não importa qual é o clima da sua preferência. Aliás, esse não é o seu clima, mas o clima da sua rede de relacionamento. Então, seja como estiver o tempo, dance e cante e, quando começar a chover, aproveite e faça uma grande tempestade de ideias.