sexta-feira, 4 de março de 2011

De dentro pra fora

Muita gente hoje em dia tem o seu dia a dia totalmente ocupado. Esse corre-corre é tão grande que quando eles não têm nada para fazer costumam se ocupar com a preocupação de não ter nada para fazer. As demandas que surgem são das mais diversas naturezas. Família, amizade, trabalho, clube, escola, igreja. E em todos os compromissos é preciso se dedicar 100%. Quem aguenta?
Mas, quando a gente analisa as demandas, percebe que essas loucuras que a gente permite detonar com nossas vidas vêm de fora para dentro. A gente vai fazendo absurdos com as nossas vidas que nunca foram ao menos desejados e a gente nem sabe porque foram tomadas tais atitudes. Mas quais são as repostas que ouvimos sobre suas prioridades? Existem? E de onde vieram essas prioridades? De fora para dentro ou de dentro para fora?
Lembro-me de um livro que minha amiga, Regina Pércio, me deu falando sobre a arte de dizer não. Essa é uma lição que todos deveriam aprender, pois não saber falar essa palavrinha nos mete, muitas vezes, em situações totalmente desagradáveis, atendendo as demandas de fora. Quanto mais fortalecido o lado de dentro, mais fácil reconhecemos quando dizer sim e quando dizer não ao lado de fora, sem nos agredirmos. E, principalmente, caminhamos em resposta às demandas que condizem mais com o nosso próprio ser. Mas como fortalecer a parte de dentro? Quem é esse cara da parte de dentro?
Eu decidi buscar me fortalecer com os valores de Deus. Primeiro porque a sua palavra dá fim ao caos. Depois porque fomos criados à sua imagem e semelhança. Seu valores são incríveis e conforme você vai conhecendo e compreendendo, mais você vai desejando isso para a sua vida.
Não. Eu não estou falando em seguir regrinhas sem sentido ou levar uma vida abaixo de uma tensão desumana do legalismo. Também não estou falando em se dedicar integralmente a serviços e encontros demandados por uma igreja ou viver totalmente focado a uma religão. Aliás, eu não gosto dessa dicotomia entre sacro e profano.
Acredito que muitos amigos também devam estar torcendo o nariz, pois acreditam que cada um de nós é que deve criar os seus próprios valores e que Deus não tem nada a ver com isso. Mas será que os seus valores são melhores dos que de Deus? Eu posso afirmar com certeza que os meus valores não são tão louváveis assim. É algo meio hedonista, ambicioso, vaidoso. Não acho tão necessário me estender nesse ponto, pois acredito que se todos fizerem uma avaliação sincera de si mesmo saberão do que estou falando. Por mais que busquemos em nossas próprias experiências de vida ou em grandes pensadores, não construiremos valores maiores do que a de Deus. Pra que tentar reinventar a roda? Duas questões que acho interessante citar são as seguintes. Seus valores não vieram do nada. Então, quem você permite nortear os seus valores? Ou você acha que a crença de que você precisa ser milionário para resolver a maioria dos problemas, que você precisa ser uma pessoa boazinha para tudo dar certo na sua vida ou que cada um tem as suas próprias verdades, por exemplo, surgiram unicamente de você? O segundo ponto é que a felicidade foi tida como o grande alvo de muitas pessoas, e ainda naquele intuito do custe o que custar, pois se acredita que os fins justificam os meios. Quando encaramos as coisas assim, os valores de Deus parecem que chegam só para atrapalhar os nosso planos de ser feliz. Mas para acreditarmos mesmo nisso, contabilize as pessoas que você conhece pessoalmente dos quais você pode constatar que realmente são felizes por justamente andarem na direção oposta dos valores de Deus. Não faz sentido. É paradoxal. Diante desta constatação, algumas pessoas se permitem a fortalecer a imagem que eles têm de um deus tirano e sarcástico que deseja o sofrimento de todos por puro prazer de mostrar quem é que realmente manda. Só que um ponto que a maioria esquece é que o fim do homem não é a felicidade; mas o amor.
O título deste post é De Dentro Pra Fora porque muitas vezes nós acreditamos que a gente precisa tomar novas atitudes, mas, quando isso não está certo e resolvido no coração, é em vão. Em pouco tempo, tudo volta como era antes. A mudança precisa ser primeiro interna. Eu, que estou convencido a respeito da importância em buscar os valores de Deus para a minha vida, preciso estudá-los, avaliá-los, compreendê-los e aceitá-los no coração. Quando alguém diz realmente ter certos valores, isso tem que estar refletido, como diz o reverendo Ricardo Agreste, em sua agenda. Várias vezes a gente vê pessoas com discursos maravilhosos sobre valores, mas os seus compromissos não condizem com suas palavras. Afirmam ter revisto seus valores, mas não se replanejaram para viver conforme esses valores. Permitindo, assim, novamente que as demandas externas se sobressaiam. Mas não é só isso, continua Agreste, além de refletir na agenda, isso deve ser projetado nas atitudes. Para realmente haver uma mudança é preciso que haja atitude. Primeiro a reflexão que nos fará tomar decisões e essas decisões devem nos levar a ações. Atitudes de dentro pra fora.
Quando somos levados pelas demandas externas, ou até mesmo quando acreditamos estar sendo guiados pelos nossos próprios valores (sendo nós egoístas, hedonistas, vaidosos, tralalá, patati e patatá), a gente acaba virando escravo de toda essa situação. Já as atitudes de dentro pra fora nos convidam para a liberdade.
Nos próximos posts gostaria de falar um pouquinho de 4 valores de Deus que meditei bastante no mês de fevereiro para exemplificar.

5 comentários:

  1. Lênio, o texto é bem profundo e muito bom, mas é bem longo; Talvez você pudesse, após escrever seu texto completo, analisar se há uma forma de partí-lo em capítulos para colocar no blog. Tornará a leitura mais leve para que possamos aproveitar melhor sua inspiração.

    ResponderExcluir
  2. Olá Lênio

    Que lindo seu compartilhar....
    tudo vem de Deus, já está disponível principalmente as únicas e verdadeiras leis da vida...
    grata por nos lembrar e nos ajudar a reconhecer esta verdade.

    um cordial abraço

    Anosha

    ResponderExcluir
  3. Lênio, concordo em gênero, número e grau! Adorei seu texto, também acho que a origem dos males da vida moderna está no afastamento de Deus. E só pra lembrar, este conceito é universal, está em todas as religiões e dentro do coração de todas as pessoas!
    Bjos!
    Maria da Paz

    ResponderExcluir
  4. Lênio, o texto ficou muito bom!

    Abraço
    Gabriel

    ResponderExcluir
  5. Seus textos são ótimos! Penso que são bastante focados na essência da mensagem, gosto como tem bastante unidade, e tudo é construido de maneira simples e coerente.
    Na verdade você está falando de cristianismo em todos eles, de ponta a ponta, não é?
    Gosto do jeito que o essencial é intensificado nos textos, o essencial do evangelho.

    ResponderExcluir